Vale de Poldros, a aldeia de um homem só.
- Art of Riding

- 23 de jan. de 2024
- 2 min de leitura

Confinamento e isolamento social , são palavras actualmente muito comuns no nosso vocabulário, com a Covid 19. Mas em Vale de Poldros, há um habitante - e único - em que essas palavras fazem parte do seu quotidiano. Este personagem de nome Fernando, vive sozinho nesta aldeia abandonada do concelho de Monção, também conhecida como aldeia dos Hobbits, pois parece saída de um cenário dos filmes O Senhor dos Anéis.
Aqui, nestas regiões das serras do Soajo e da Peneda-Gerês, as pessoas não chamam a estes núcleos habitacionais de aldeias, mas sim de brandas. Durante os meses de Verão, as populações deslocam-se das suas casas de inverno para as zonas mais altas da serra, onde abundam pastos férteis para alimentar o gado.
Com o aproximar do Inverno, as pessoas deixam as brandas e descem para a inverneira, onde permanecem até março, altura em que voltam a subir para as brandas para fazerem as sementeiras do centeio e deixar o gado a pastar.
Com o emigrar das populações locais, hoje as atividades agrícolas e pastorícias estão em desuso, o que levou estes núcleos habitacionais, ou brandas, ao seu abandono.
Atualmente algumas casas estão a ser restauradas para turismo rural, o que pode levar a uma nova dinamização destes núcleos em regiões de enorme beleza.
Partindo de Braga, seguimos direção a Ponte da Barca pela N101, onde antes de chegarmos a Ponte da Barca desviamos pela N203 direção a Lindoso. a meio caminho de Lindoso e antes de Paradamonte, entramos à esquerda pela estrada municipal M530 direção Soajo. Aqui no Soajo podemos observar os famosos espigueiros de granito e a sua vila típica do Gerês.
Seguimos direção ao Mezio pela mesma estrada, onde após saída da vila do soajo temos uma placa indicativa para Gavieira.
A partir daqui é sempre em frente por esta M503, até Senhora da Guia. Depois de uns bons quilómetros por esta estrada serrana, ficar atento a uma placa informativa de Vale de Poldros. o piso de acesso é empedrado, mas acessível a qualquer tipo de viatura.

Notas finais:
A partir do Soajo, a estrada é estreita, sinuosa e de montanha. Recomenda-se cuidados na condução. É vulgar cruzarmos com animais de pastoreio no meio da estrada. Para observar as belas paisagens, não o faça em condução, estacione e disfrute das mesmas.
Nestes tempos de confinamento, leve uma merenda. Para caminhadas, leve água q.b.
Não se esqueça de recolher os resíduos que utilizou, pois estamos numa paisagem protegida.






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