Percorrer a famosa estrada nacional N 222
- Art of Riding

- 23 de jan. de 2024
- 3 min de leitura

Alguns entendidos, através de uns "cálculos" matemáticos chegaram à conclusão, que a N222 era a estrada mais bem concebida do mundo! Não sei...mas o que eu sei, é que a estrada é bela, muito bela de se percorrer.
A N222 é daquelas estradas, que ou se aprecia a paisagem, ou se desfruta das suas agradáveis curvas. As duas coisas ao mesmo tempo não se pode fazer, correndo o risco de apanharmos um valente susto...pois há que tomar fôlego para um permanente sobe e desce por pequenas estradas, estreitas e sinuosas, principalmente depois do Pinhão até Almendra, depois de Foz Côa.
O percurso começa em Gaia. Mas a partir de Crestuma, começa o verdadeiro prazer de condução. Até ao Pinhão, rola-se a um ritmo calmo. Desta forma, vamos apreciando a paisagem, ou com herdades de Vinho do Porto, ou com o rio Douro ao nosso lado e uma ou outra casa no meio de um sucalco, vá-se lá saber como se chega lá! Observamos o encontro do Tâmega com o Douro, alguns hoteis e restaurantes com um bom design e suas respetivas pequenas marinas privadas.






Pinhão é bela, esplanadas com vista rio, mas muito turismo e muito trânsito. A partir do Pinhão e já em direção a Foz Côa, a paisagem começa a mudar. Entramos no "coração" do Douro Vinhateiro. Sucalcos de vinhedo, em que no Outono as suas cores mais parecem um quadro de Van Gogh.


Começava a fazer-se tarde para almoçar. Já tinha percorrido bastantes quilómetros. Muitas paragens para fotografias para memória futura e tinha decidido almoçar em S. João da Pesqueira. Almoçar no Cantiflas, é sempre uma opção feliz.
Chegado a Foz Côa, tinha de visitar o museu construído propositadamente pelas descoberta das famosas gravuras rupestres.
O museu é grande. A arquitectura bem conseguida e muito integrada na paisagem. Dou os parabéns aos arquitectos ( Camilo Rebelo e Tiago Pimentel ). Tem um restaurante e bar com vista esplêndida e muita luz natural. Arquitetura simples mas bem concebida.

Depois de visitar o museu, fui visitar o parque arqueológico Vale do Côa. Cheguei tarde. Às seis e meia da tarde, já não faziam visitas guiadas ao vale. Informaram-me que as mesmas são feitas até ao vale, de jeep ( 6 kms ) e depois um guia leva-nos a uma visita guiada. Tudo junto, demora cerca de uma hora e trinta minutos. Visitei apenas o espaço de exposição de réplicas das pinturas rupestres e artesanato local também exposto. também exposto.
No cimo de uma colina, podemos observar uma fortaleza a necessitar de uma intervenção de recuperação, que segundo nos informaram, é a fortaleza mais antiga de Portugal, datada do séc. VIII.


Já noite, ía dormir numa das muitas quintas de turismo rural existentes. É sempre aconselhável fazer reservas porque o Douro cada vez mais é procurado. Jantei e dormi em Torre de Moncorvo.

Sem dúvida que a N222 é um percurso belo. O mesmo pode ser feito num dia, no entanto pode proporcionar uma forma de se passar um fim de semana e aproveitar as boas opções hoteleiras.
A melhor altura para o fazer, será sempre na época das vindimas, pois podemos observar e até participar nas mesmas, conhecendo as boas e belas herdades que proliferam por essa zona.
Para quem optar por dois ou mesmo três dias, aconselho visitar as seguintes localidades:
Poiares, (em Régua, vamos pela estrada N313 e depois entramos pela M593 sempre a subir), almoçar na Repentina e comer o famoso cabrito.
Ervedosa do Douro (vistas espetaculares).






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