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No Outono, passear pelo Parque Natural Peneda-Gerês.

  • Foto do escritor: Art of Riding
    Art of Riding
  • 23 de jan. de 2024
  • 3 min de leitura

É difícil encontrar em Portugal uma região com mais personalidade que o P.N.Peneda-Gerês. O seu quebrado relevo, formado por montanhas e profundos vales de prados verdes, condenou-o durante séculos a um isolamento cujas "consequências" atuais são a conservação de costumes ancestrais, uma arquitetura tradicional e bosques frondosos que cobrem de vivas cores a região, particularmente no Outono.


O Parque Nacional da Peneda-Gerês, estende-se desde Arcos de Valdevez até Pitões das Júnias e do Rio Caldo até Castro Laboreiro. Trata-se duma região montanhosa, essencialmente granítica em cujas zonas de elevada altitude são visíveis os efeitos da última glaciação, com vales profundos e encaixados.

Uma diversidade botânica destacando-se a presença de várias espécies raras e endémicas. Alberga alguns dos mais importantes carvalhais de Portugal. Interessantes habitats seminaturais. Diversidade de espécies faunísticas com estatutos diferenciados.

Este, que é o único Parque Nacional em Portugal, que possui ainda um rico património histórico-cultural que inclui necrópoles megalíticas, vestígios da romanização, castelos, espigueiros tradicionais, velhos fornos, moinhos de água, levadas, socalcos, termas e tradições peculiares. A tudo isto, acresce a curiosa implantação das aldeias serranas e a presença de núcleos de arquitetura tradicional bem preservados.


Espigueiros do Soajo
Espigueiros do Soajo

A minha sujestão de passeio:


O parque natural é muito extenso e as opções de rotas são muitas, desde a do Santuário da Senhora da Peneda; Castro Laboreiro; Mezio; Salto; Pitões das Júnias; Cabril e Ponte de Misarela e muitas outras. Os percursos descritos não são difíceis e ao longo deles podemos ficar maravilhados com as belas vistas que iremos desfrutar.

Mas hoje, apresento uma uma sujestão, em particular por estarmos no Outono.


O gosto é de explorar percursos, de conhecer todos os recantos e caminhar?

Então nesta rota encontrará tudo isto.

Aqui há lugares privilegiados, autênticos miradouros acessíveis de moto ou carro, que permitem tirar fotos espetaculares, passear e desfrutar de uma natureza surpreendente e exuberante. Cascatas isoladas, onde o seu acesso permite uma caminhada pela natureza.


Saímos de Braga em direção a Chaves pela N103, até a barragem de Salamonde. São 43 kms de estrada nacional com curvas e contracurvas, que a nós motociclistas nos deliciam...

Atravessamos a barragem direção a Fafião. Passamos a aldeia na parte antiga e empedrada e no final encontramos uma pequena placa em madeira com indicação de Gerês. A partir daqui entramos no parque natural. a estrada é identificada como CM 1276. Estrada muito estreita e sinuosa onde requer cuidados na nossa condução, pois cruzamos longe a longe com viaturas em sentido contrário e animais de porte no meio da estrada.

Seguimos sempre nesta estrada com objetivo de visitarmos o mirador de Pedra Bela.

Neste percurso, podemos visitar em Fafião o Fojo do Lobo (armadilha ancestral para caçar os lobos) passamos pela cascata do Tahiti, pelo mirador das Rocas e acabamos no mirador Pedra Bela, onde descansamos e tomamos um café que trazemos no nosso Termo.

Nas zonas sombrias, a humidade com as folhas caídas, requerem condução cuidada.
Nas zonas sombrias, a humidade com as folhas caídas, requerem condução cuidada.
Para acedermos à cascata do Tahiti, temos de fazer uma caminhada de cerca de 20 minutos, onde em algumas zonas temos de ter cuidado onde pomos os pés, pois as ravinas têm alguns bons metros de altura. A parte final do percurso requer alguma ginástica no seu acesso.
Para acedermos à cascata do Tahiti, temos de fazer uma caminhada de cerca de 20 minutos, onde em algumas zonas temos de ter cuidado onde pomos os pés, pois as ravinas têm alguns bons metros de altura. A parte final do percurso requer alguma ginástica no seu acesso.
Mirador Pedra Bela
Mirador Pedra Bela

Seguimos para a Mata da Albergaria, com indicação sinalizadora do Gerês. Chegados à estrada principal, N 308-1, viramos à direita para a Mata de Albergaria. A estrada sinuosa continua, mas sempre a subir. Atravessamos parte do bosque, maravilhados com a sua beleza...

...depois de 4 kms de percurso pelo bosque, viramos à esquerda direção Campo Gerês.

é um percurso em piso de terra, fácil acesso mas motos de estrada obrigam a uma condução mais cuidada pelas caracteirsticas dos peneus e curso de suspensão. Neste percurso de bosque intenso, rodamos sempre ao lado da barragem Vilarinho da Furnas.

Este trajeto é conhecido como Geira Romana.


Geira Romana
Geira Romana

Em Campo do Gerês na albergaria Stop, podemos desgustar pratos como a vitela estufada, costelas grelhadas Cachena e desgustar o famoso cozido à portuguesa( por reserva).

Finalizamos o passeio na vila termal do Gerês, passando pelo Santuário de S. Bento de Porta Aberta.


S. Bento da porta Aberta
S. Bento da porta Aberta

Esta rota compreende um percurso por um Parque Natural. Respeite a Natureza e deixe os locais de visita como os encontrou. Adequado para crianças, no entanto, se optar por caminhadas, tome as precauções necessárias e adequadas para a idade.

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