Transpirenaica (versão ART OF RIDING, motorcycle events)


O objetivo deste post é que se goste do cardápio e aproveite a viagem que propomos. Aqui apresentamos informação que possa adaptar ao seu gosto e ao tempo que tem para o "saborear".
A rotulagem também é muito importante para nós, por isso disponibilizamos uma quantidade de conteúdo e informação sobre os lugares a visitar, hotéis, parques de campismo, restaurantes, rotas de caminhadas, etc.
Esta viagem é informativa para ser percorrida tanto de moto, como autocaravana ou viaturas ligeiras, portanto, sempre OnRoad. Aqui não propomos etapas de percurso, pois entendemos que as mesmas terão que ser adequadas a cada um, no entanto, o ideal será sempre nunca menos que sete dias.
A viagem é descrita com um percurso no sentido dos ponteiros do relógio.
Primeiro destino: Braga - Deserto Bardenas Reales - Olite.
800 kms
Depois de um dia de viagem a atravessar Espanha, aconselho a primeira paragem em Olite, sem no entanto antes visitar o deserto Bardenas Reales.


Olite, transporta-nos para uma época medieval e simultaneamente, ao longo da história de Espanha.
O seu maior destaque, recai sobre o Palácio Real, que já foi considerado um dos mais belos da Europa.
É atualmente um dos símbolos que melhor representam o antigo Reino de Navarra.
O consequente processo de deterioração, levou a que no início do século XX, tenha sido sujeito a profundas obras de restauro, acabando por ser declarado como Monumento Nacional, em 1925.
O seu atual aspeto majestoso, é o resultado destas sucessivas reconstruções ao longo de vários anos.

Esta singular vila de Navarra, é um misto dos estilos romano, gótico, barroco e renascentista, como são disso exemplo, algumas das suas casas abrasonadas, ruas repletas de seculares arcadas, palácios, palacetes e muralhas.

Parador de Olite . Este hotel Parador situa-se no centro de Olite, sedeado numa das alas do palácio que data do século XV, declarado património nacional, com as suas magníficas torres e seteiras.

Casa del Preboste. Restaurante assador situado numa casa medieval Sec.XV, ainda conserva o poço original de água.
Roncesvales - Ezcároz - Ochagavia - Selva de Irati -Lumbier - Jaca: 270 kms
Navarra tem uma extraordinária diversidade paisagística. Aqui, os Pré-Pirenéus não têm grandes alturas, as suas montanhas são mais arredondadas e menos agressivas que as dos Pirenéus Centrais, mas têm uma grande beleza nas cores e as suas florestas estão entre as melhores da Península Ibérica. Uma região que vale a pena uma visita, para podermos usufruir de tudo o que nos oferece.

Desde Olite seguimos até Roncesvales. A uma altitude de cerca de 900 m, nos Pirenéus e a 21 km da fronteira com França, Roncesvales é famosa na sua história e tradição. É também famosa a sua Colegiata, que desde a Idade Média que esta tem sido local de descanso de peregrinos católicos que percorrem o Caminho de Santiago. Todos os anos milhares de peregrinos começam o seu caminho até Santiago de Compostela em Roncesvales, numa distância de 700 kms.
Voltando atrás, depois de Burguete, viramos para a N-140 direção a Ezcároz.
Descobrir Ezcároz é percorrer um conjunto de arquitetura popular, com ruas empedradas que nos fazem voltar a um passado medieval. Passear pelo caminho arborizado do rio Oja e pararmos na estação - um antigo apeadeiro - reabilitada e transformada num bar. Visitar uma loja e comprar as famosas mantas de Ezcároz ou beber um cocktail criativo e saboroso no Troika Bar.
De seguida continuamos para Ochagavia pela mesma N-140. Atravessando os Vales de Roncal e Salazar com a sua fisionomia por exuberantes florestas de faias e pinheiros selvagens, nestas localidades, sentimos a passagem da história pelas suas ruas e belas casas, onde apreciamos a beleza da sua arquitetura rural com casas de pedra cobertas por telhados íngremes de ardósia.
Vale de Roncal e Selva de Irati
Regressamos novamente a Ezcároz, seguimos em frente pela NA-178 direção Esparza de Salazar até Lumbier virando para Ripodas e Irati, pela NA-150.
Considerada a segunda maior e mais bem preservada floresta de faias e abetos da Europa, a Selva de Irati, superada apenas pela Floresta Negra Alemã , é uma área de grande riqueza natural enquadrada no vale do rio Irati e junto aos vales Salazar e Aezkoa. A maior parte da floresta está em estado virgem ou semi-virgem.
Para quem gosta da natureza, vai adorar Irati. Basta colocar um calçado confortável e descobrir esta linda selva, onde cada passo que se dá será acompanhado pelo barulho da água, passando por pequenos lagos.
Voltamos a Lumbier e visitamos o seu desfiladeiro - Foz de Lumbier - . É um desfiladeiro profundo e estreito criado pelo rio Salazar, com imponentes paredes verticais que se sucedem ao longo de quase 6 quilómetros. No interior do desfiladeiro cresce uma vegetação diversificada e peculiar que oferece uma bela variedade cromática sazonal. Uma grande colónia de abutres nidifica nas suas rochas.


Depois da visita a Lumbier, entramos na A-21 e N-240 direção Jaca, atravessando a linda barragem de Yesa, continuando pela N-240 e antes de chegar a Jaca, visitamos o Mosteiro de San Juan de La Peña, pela A-1603.

Este mosteiro tem a sua origem numa igreja eremítica sobre a qual foi erigido o mosteiro no século X. Igreja de estilo moçárabe, Foi construída uma nova igreja de estilo românico e no século XV foi construída a capela de San Victorián. No século XVII, após um incêndio, foi reconstruida adotando desta vez o estilo barroco. Este mosteiro tem um significado na História de Espanha, pois é aí no seu Panteão Real que estão sepultados os monarcas de Aragão e Navarra.
No regresso à estrada com destino a Jaca, paramos ainda no final da estrada secundária que nos levou a San Juan de La Peña na localidade Santa Cruz de la Seros. Podemos fazer uma refeição na esplanada do restaurante Espantabruxas e depois visitamos a cidade, olhando para a particularidade das chaminés que "segundo a lenda, foram construídas de forma a não deixar entrar as bruxas, pela chaminé, já que as portas e janelas estão bem blindadas". A vila não é muito grande mas é charmosa e vale a pena. Possui ainda uma loja de artesanato em cerâmida onde podemos comprar objetos decorados com os temas pela qual a vila é famosa: Bruxas e espanta bruxas... visitar também a igreja românica




Continuamos pela N-240 até Jaca.

Em Jaca é imprescindível visitar a Cidadela, um exemplo de arquitetura militar do século XVI. . Existem outros edifícios importantes como a Catedral românica (século XI), o Mosteiro dos Beneditinos, a Igreja de Santiago, a Ermida de Sarsa, a Ponte de San Miguel e a Torre do Relógio (século XV).
Com o muito que tem de se ver nesta viagem, nada melhor que nos alimentarmos com umas boas calorias, como massa folhada de manteiga e gema cristalizada, da pastelaria Suiça na Praça Mayor de Jaca, os caramelos Besitos de Echeto na Praça da Catedral, ou na rua do Obispo (Bispo ) onde encontramos muitas lojas de doçaria.
A Catedral de S. Pedro, atrai peregrinos, montanhistas, caminhantes. No Museu Diocesano onde se encontra uma das coleções de pinturas românicas mais belas do mundo (!) , particularmente a sala 5 , a jóia do Museu, (segundo a Diretora), "uma autentica Bíblia em imagens".

Jaca: Grande Hotel de Jaca. Situado no centro de Jaca.

Jaca: Restaurante Biarritz. Centro da cidade.
Jaca: La Tasca de Ana: Lagostins com salsa (rodolfitos)
Jaca: Pastelaria Suíza
Jaca- Sallient de Gallego - Lanuza - Col DÁubisque - Luz Saint Sauveur - - Gavarnie
160 kms
O Vale do Tena com a sua beleza incomparável de paisagens, florestas, lagos e picos impressionantes, casas com a típica arquitetura de alta montanha, bem como a completa infraestrutura turística que acolhe o visitante, garantindo uma estadia agradável. está localizado na região aragonesa do Alto Gállego.
O vale na parte mais baixa tem 600 metros de altitude e na parte mais alta muitas das suas montanhas ultrapassam os 3.000 m (Argualas, Balaitus, Gran Facha, Argualas ou os Picos del Infierno).
O Vale possui 2 barragens, Lanuza e Búbal, onde no verão se podem realizar diversas atividades náuticas.

Partimos de Jaca em direção à fronteira de Portalet pela estrada A-136. Neste percurso, ainda em Espanha, paramos para visitar uma das mais belas localidades do Vale do Tena, Sallent de Gallego e Lanuza, com o seu lago, formado por uma barragem.
Possui um interessante conjunto urbano e dispõe de uma ampla oferta hoteleira e de serviços. No território municipal de Sallent fica a estação de esqui de Formigal, com modernos equipamentos e situada em numa paisagem natural de extraordinária beleza.

Continuamos até a fronteira. Lá em cima, já em França, começamos a descer o Col de Portalet direção a Laruns pela D-934. Paisagem de montanha onde animais de pastoreio (bovino e caprino) atravessam a estrada sem preocupações...
A poucos quilómetros depois da fronteira de Portalet e antes do lago de Fabrèges, devemos experimentar uma pequena viagem de train com percurso montanhoso: o Train de Artouste. Uma excursão inesquecível a quase 2.000 m de altitude com paisagens magníficas e fácil acesso para todos. Tem sinalização de acesso na estrada nacional.

Continuamos direção a Laruns, onde antes da cidade, seguimos para Gourette pela D-918. A partir de Gourette, começamos a subir a alta montanha (Altos Pirenéus), atravessando o Col DÁubisque pela estrada D-918 até Argelès-Gazost. Este trajeto é de uma grande beleza, pois sendo alta Montanha, as paisagens são de cortar a respiração...Lá em cima no Cume de Aubisque, pare para tomar um café e apreciar a paisagem.


Em Argelès-Gazost, seguimos direção a Luz Saint Sauveur pela D-921. Situada no coração dos mais belos sítios classificados dos Pirenéus, Luz Saint Sauveur é apreciada tanto pelo seu património cultural como pelo carácter das suas tradições. A vila está localizada num dos principais sítios classificados: Gavarnie; Pic du Midi; Cauterets; Pont d'Espagne e Lourdes. Muitas caminhadas são possíveis a partir daqui. Explore as paisagens verdes e os seus caminhos.
No inverno, Luz Saint Sauveur fica no centro de pistas que oferecem ótimas férias de ski. A apenas 30 minutos das estações Luz Ardiden, Gavarnie e Grand Tourmalet. Luz Ardiden está localizada a 12 km da vila no meio da natureza selvagem, preservada de qualquer urbanização.

Para os mais afoitos, aconselho vivamente a visitarem o Cirque de Gavarnie. Constituido por uma muralha rochosa semicircular com seis quilómetros de perímetro, é um dos locais mais visitados dos Pirenéus franceses. O terreno cinzento-rosa tem uma parede colossal, desde o fundo do vale até ao cume. A sua cascata, tem mais de 400 metros de queda de água, apontada como a mais alta de França e mesmo da Europa.
Para a visitarem, vão desde Luz Saint Sauveur até Gavarnie pela D-921. A partir de de Gavarnie, o acesso à cascata é uma caminhada de uma hora .

Luz Saint Sauveur: Hotel Tourmalet. Construção neoclássico mas com interior moderno, fica no centro da pequena cidade.

Luz Saint Sauveur: Existem muitas opções de restauração. no entanto, aconselho o La Terrasse. Fica em pleno centro, com uma esplanada agradável onde pode almoçar ou jantar um belo prato gourmet.

Para os que desejam acampar, em Luz Saint Sauveur existe um parque de campismo mesmo no centro da cidade com uma qualidade muito boa: Camping Toy.

Visitar o Cirque de Gavarnie. Durante o percurso existe bar onde pode comprar bebida e alimentação. Duas horas de caminhada ida e volta, mas vale a pena.
Col de Tourmalet - Aspin - Col D´Azet - Lac Loudenvielle - Viella
130 kms
Aqui, a raínha é a montanha.

Desde Luz Saint Sauveur subimos o Tourmalet pela D-918. Percorrer o Tourmalet é uma subida mítica particularmente para os amantes do ciclismo, para aqueles que têm pernas para tal façanha. Subindo com uma viatura motorizada, também não deixamos de ficar impressionados com a paisagem que nos espera. A partir de Barèges, começamos a ficar acima das nuvens e as majestosas montanhas do Pic du Midi acompanham-nos sempre.
Lá em cima, tira-se a fotografia da praxe junto à estátua dedicada ao ciclismo, não fosse esta subida uma das mais decisivas e famosa no não menos famoso Tour de France.


A partir daqui descemos sempre pela D-918 até Peyrehitte. Viramos à direita ainda pela D-918 percorrendo Aspin direção a Arreau, continuando depois pela D-919 e D-19 até Bazus-Aure. Nesta localidade, entramos na D- 25 direção Azet.
Percorrendo o Val de Louron - Azet e subindo a zona montanhosa (Col D´Azet) é um percurso de grande beleza. Lá em cima temos uma grande panorâmica do seu vale.

Continuamos por esta estrada sinuosa de montanha com destino a Loudenville e o seu belo lago. Zona muito procurada para laser e descanso de famílias, no verão muita gente vem com as suas autocaravanas para pic-nic. A tranquilidade e respeito é absoluto...e a água do lago é muito fria...

Continuamos até à fronteira para entramos novamente em Espanha, através do Col du Portillon pela D-618A. Entramos em Espanha direção a Viella pela N-141 e N-230, atravessando o Val DÁran.


Viella é um centro turístico de primeira classe, graças ao ambiente natural de todo o Vale de Aran e à sua localização perto das estâncias de esqui (por exemplo Baqueira-Beret, que é a maior e uma das estâncias de inverno mais visitadas de Espanha). É também uma das melhores partes centrais dos Pirenéus para começar a explorar estas montanhas.
A natureza intensa do Vale, com florestas caducifólias e coníferas alternadas com prados alpinos e belos cursos fluviais ou lagos, pode ser constatada a cada passo. O curso do rio Garona é a estrutura essencial do vale principal e os seus afluentes fornecem não só as suas águas, mas também outros vales laterais que justificam o seu nome: Val d’Aran (Vale dos Vales).

Viella: Hotel Fonfreda.A oferta hoteleira é bastante, no entanto, por ser uma localidade muito procurada, aconselho a fazer reserva com antecedência.

Viella: Restaurantes não faltam em Viella. Dar um passeio pela bela cidade e observar algum restaurante que vá de acordo ao seu interesse.
Costumo visitar o restaurante Braseria El Roco.
Benasque - Aínsa - Monte Perdido
190 kms
Desde Viella subir à famosa estância de esqui Baquera Beret - com paragem a meio e visitar Arties - e depois descer o Val DÁran com destino a Sort pela C-28 e C-13 é um passeio que não irá esquecer. As paisagens são belas e as muitas localidades por onde irá passar são todas arquitetura tipicamente pirenaica (Esterri dÁneu; Escaló; Riap; etc.). Depois de Sort, entramos na N-260 direção a El Pont de Sort com destino a Castejón de Sos.
Esta região montanhosa é uma das antecâmaras dos emblemáticos picos dos Pirenéus. Uma zona de grande valor paisagístico e cultural de grande beleza das suas paisagens que se alia a um grande património histórico, cultural e artístico.
Conheça Castejón de Sos e vá conhecer Benasque pela A-139. Vai gostar do passeio.
Continuamos viagem, voltando a Castejón de Sos, pois em Benasque a estrada não tem continuidade. Seguimos a N-260 até Aínsa.
Ainsa fica numa colina, é uma vila medieval perfeitamente preservada, com ruas estreitas, uma magnífica igreja românica do século XI-XII com uma torre que tem uma escada em caracol muito estreita e uma vista fantástica. Possui também magníficas vistas sobre a montanha Peña Montañesa que nasce do outro lado do rio Cinca e sobre o Maciço Monte Perdido, além da vista sobre os rios Cinca e Ara. E claro que não devemos esquecer a sua magnífica e ampla praça com pórticos do século XVI que se enche de esplanadas durante o verão.

Depois de uma visita obrigatória a Aínsa, declarada como uma das mais belas localidades de Espanha, seguimos direção ao Monte Perdido, pela A-138, direção Bielsa. Já em Bielsa, encontramos indicações do Parador de Bielsa, pela estrada HU-V- 6402. A estrada acaba mesmo no Parador, considerado como o hotel com as mais belas vistas de Espanha.

Hotel Parador de Bielsa

Jante no hotel do Parador de Bielsa. As vistas são maravilhosas. Como alternativa, terá só em Bielsa, pois Monte Perdido fica numa zona isolada.
Desfiladeiro de Añisclo - Torla
80 kms
Parque Natural de Ordesa
Este Parque Nacional, declarado Património Mundial pela UNESCO, é um tesouro a visitar. Com os seus quatro vales – Ordesa, Añisclo, Escuaín e Pineta – e o imponente maciço do Monte Perdido, Ordesa é um paraíso para os amantes da natureza.
Uma visita a Ordesa nunca o decepcionará. Seja para subir, caminhar, passear ou simplesmente chegar a Ordesa e apreciar a paisagem.

O objetivo é desfrutar tranquilamente de paisagens espetaculares. Continuamos pela única estrada possível em direção a Vio e Escalona, inicia-se uma subida íngreme, passaremos em frente ao Mirador de Añisclo com uma vista impressionante do seu início.
O desfiladeiro de Añisclo é um enorme corte com mais de 14 km de comprimento e mais de 1.000 m de altitude. O seu percurso faz-se num só sentido sempre acompanhado pelo rio Bellos e as suas pequenas cascatas e rápidos de água.

O desfiladeiro é fechado nas laterais por enormes paredões que em alguns pontos atingem um desnível de cerca de 1.000 m. O fundo do desfiladeiro é composto por uma floresta que também sobe pelas paredes que a limitam e cria curvas de impressionante beleza ao longo da Rio Bellos.
A partir daqui seguimos direção a Fanlo e Sarvisé pela mesma HU-631 e viramos para Torla pela N-260a, parando na berma da estrada e apreciando a extraordinária paisagem.

Torla é uma das bela localidades dos Pirenéus de Huesca. Localizada na entrada mais conhecida do Parque Nacional Ordesa, é o caminho natural e o único que nos levará ao Vale de Ordesa e às suas cascatas.
A entrada de Torla é espetacular, um túnel sobre o qual se ergue uma igreja e uma vista das enormes paredes do Mondarruego que servem de pano de fundo. Tudo isso no meio de uma majestosa floresta. Uma vila para visitar todas as épocas do ano.
No verão de junho até outubro não se pode subir de carro até o Vale de Ordesa, mas na entrada de Torla há um enorme estacionamento onde se pode deixar a viatura e lá sair de camioneta que circula continuamente. Os horários são muito longos (das 6 da manhã até ao anoitecer) permitindo-nos mais flexibilidade nos passeios e caminhadas.
Na bilheteira das camionetas, podemos adquirir programas variados:
Cascata das Arripas, cerca de 3,23 km
Cascata da Caverna, cerca de 3,54 km
Cascata do Estrecho, cerca de 4.07
Gradas de Soaso (6,07Km)
Cascata Cola de Caballo (cauda do cavalo) 8,17Km
Miradores de Ordesa

Torla: Hotel Silken Ordesa

Torla: Passeie pela bela vila e encontre um restaurante que vá de seu encontro. A oferta é muita.

Senda de los Cazadores, (Caminho dos Caçadores). Um dos percursos mais espetaculares de todo o Parque Nacional. Na época Alta do ano, o acesso ao início da rota só é possível a viaturas autorizadas, pelo que terá de ir de autocarro.
Desde o parque de estacionamento de Ordesa, seguimos as placas que indicam o caminho dos caçadores. O primeiro troço é uma subida íngreme em zigue-zague contínuo até chegar ao topo. A partir daqui chegaremos ao mirante de Calcilarruego, onde poderemos ter algumas das melhores vistas do parque. À nossa frente podemos ver o circo Cotatuero com sua espetacular cascata. Daqui, o caminho segue em uma descida suave e contínua. Aos poucos chegaremos ao circo Soaso, até chegarmos ao final do vale onde fica a cascata Cavalinha. Este é um ponto ideal para fazer uma paragem e recuperar as forças para enfrentar o caminho de regresso.

San Nicolas de Bujaruelo. Desde Torla seguimos a estrada direção ao Vale de Ordesa. Depois de passar pela Puente de los Navarros a estrada divide-se em duas. À direita o controle de entrada condicionada em direção ao Vale de Ordesa. À esquerda há uma estrada cimentada que sobe em direção a San Nicolás de Bujaruelo. O caminho é cimentado apenas por algumas centenas de metros, nos locais mais íngremes ou mais estreitos. O resto é um caminho de terra batida mas em bom estado, podem circular todos os tipos de veículos normais. Da Puente de los Navarros a Bujaruelo teremos cerca de 6Km. A estrada acaba num albergue, um parque de campismo e uma ponte românica. Se quisermos aproveitar um simples passeio, basta seguir o rio Ara. Do seu lado esquerdo existe uma pista larga. Atravessando a ponte, do lado direito um caminho simples. Depois de alguns quilómetros surge outra ponte e as duas estradas convergem num caminho que sobe pela margem direita do rio Ara e entra num profundo desfiladeiro cujas paredes são cobertas por uma esplêndida e variada floresta e as águas do rio correm com correntes rápidas e cascatas.
Miradores del Molar. Fazer uma caminhada para o acesso a estes miradores, requer uma boa condição física, pelo que aconselho ir com uma agência de passeios numa viatura 4x4. Existem 3 pontos de visitas aos miradores. Depois de visitar o primeiro, sobe-se ao topo de Punta Acuta (2.312 metros), para depois descer até o mais belo de todos, os mirantes de Ordesa ( forma de ferradura ). É impossível descrever em palavras as sensações que nos atingirão neste ponto de vista.


Notas finais:
Descobrir os Pirenéus é conhecer os seus impressionantes encantos naturais, a sua natureza e os seus enclaves maravilhosos. Os Pirenéus é sem dúvida, uma das mais espetaculares cordilheiras que se pode visitar. Zonas incluídas como Património Mundial pela UNESCO, acolhe milhares de pessoas que desejam desfrutar da mais bela face da Mãe Natureza.
Espero ter sido de alguma forma útil neste blog.
Boa viagem
Constantino





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